Judiciário e comportamento judicial
Estudo instituições judiciais, especialmente o STF, e como trajetórias profissionais, nomeações e perfis institucionais ajudam a explicar decisões e divisões internas nas cortes.
Ciência Política · Instituições · Metodologia
Cientista político, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Ciência Política da USP e no INCT-Participa.
Sou bacharel em Ciências Sociais, mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, com período de Doutorado Sanduíche no Departamento de Metodologia da London School of Economics. Fui pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco.
Sou professor e pesquisador de pós-doutorado na USP e no INCT-Participa, além de professor colaborador na UFPE. Integro o JUDE (Judiciário e Democracia), grupo de pesquisa que investiga as instituições judiciais e as consequências de seu funcionamento para a democracia.
Estudo instituições políticas, com ênfase no Judiciário e, em especial, no Supremo Tribunal Federal. Também me interesso pelo comportamento político de atores institucionais, pela forma como orientações ideológicas estruturam preferências, decisões e coalizões e por métodos quantitativos de pesquisa. Minha agenda combina teoria institucional e análise quantitativa, com foco em estimação de pontos ideais e análise textual quantitativa.
Pesquisa
Estudo instituições judiciais, especialmente o STF, e como trajetórias profissionais, nomeações e perfis institucionais ajudam a explicar decisões e divisões internas nas cortes.
Analiso processos de desenho institucional, com atenção à Constituinte de 1987-88, sistemas de governo e disputas sobre regras democráticas.
Investigo a relação entre competição política e instituições de justiça eleitoral, incluindo adjudicação, litígios, contestações e resolução de disputas.
Desenvolvo pesquisas com R, raspagem, organização, análise e visualização de dados políticos, com foco em rotinas reprodutíveis.
Modelos para mapear alinhamentos, divisões e posições de atores políticos.
Métodos computacionais para estudar discursos, votos, decisões e documentos políticos.
Produção acadêmica
Rogério Bastos Arantes, Gabriela Fischer Armani, Daniel Bogéa, Catarina Chaves Costa, Ana Elena Fierro, Manoel Gehrke, Lucas Herzog, Rodrigo Martins, Thiago M. Q. Moreira, Julio Ríos e Tailma Santana Venceslau. Conselho Nacional de Justiça.
Relatório de pesquisa sobre o volume, os padrões e os mecanismos da litigância contra entes públicos no Brasil. Com dados do DataJud, entrevistas e comparação com cinco países, o livro mostra que o fenômeno varia conforme o tema, a esfera federativa e o desenho institucional, e propõe uma agenda de reformas que preserve o acesso à Justiça.
Rogério Bastos Arantes, Gabriela Fischer Armani, Daniel Bogéa, Rodrigo Martins e Tailma Santana Venceslau. Coleção EJUD1 Pesquisa.
Diagnóstico empírico dos efeitos de IRDR, IAC e recursos de revista repetitivos sobre a duração dos processos no TRT1. O estudo combina dados processuais, documentos, entrevistas e survey para examinar o uso dos incidentes, o sobrestamento de casos, a aplicação de teses e possibilidades de aperfeiçoamento institucional.
Gabriela Tarouco e Rodrigo Martins. The Oxford Handbook of Electoral Integrity. Oxford University Press.
Capítulo sobre justiça eleitoral e resolução de disputas como dimensões centrais da governança eleitoral e da integridade das eleições. O texto discute como diferentes arranjos institucionais processam conflitos eleitorais, julgam contestações e produzem incentivos para partidos, candidatos, tribunais e organismos eleitorais.
Rogério Arantes e Rodrigo Martins. Brazilian Political Science Review, 16(3), e0005.
O artigo testa se trajetórias profissionais dos ministros do STF influenciaram seus votos no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como Mensalão. A partir de uma tipologia de carreiras, o estudo relaciona experiência jurídica, formas de ascensão profissional e vínculos prévios dos ministros ao padrão de condenações e absolvições.
Rafael Mesquita, Rodrigo Martins e Pedro Seabra. International Interactions, 48(6), 1233-1252.
Nota de pesquisa que estima pontos ideais a partir de dados de autoria e coautoria de propostas na Assembleia Geral da ONU. O argumento é que o patrocínio de resoluções captura preferências antes do voto formal e permite observar uma dimensão associada à disposição dos Estados em relação ao multilateralismo.
Rodrigo Martins. Revista Política Hoje, 30(1), 339-394.
Apresenta de forma didática a estimação de pontos ideais e ilustra sua aplicação com dados da atuação parlamentar da Câmara dos Deputados em 2019. O texto conecta teoria espacial do voto, mensuração de preferências e interpretação substantiva de mapas ideológicos.
Rodrigo Martins. Universidade de São Paulo.
Estudo sobre o comportamento individual dos ministros do Supremo Tribunal Federal em ações de controle de constitucionalidade decididas de forma colegiada. A tese usa estimação de pontos ideais para mapear divergências entre ministros e avaliar o peso da indicação presidencial, das trajetórias profissionais e de outras características na formação de agrupamentos no Tribunal.
Rodrigo Martins. Universidade de São Paulo.
Análise do processo decisório em torno da escolha do sistema de governo durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88. A dissertação reconstrói atores, preferências, propostas e estratégias que explicam por que o presidencialismo foi mantido em um contexto no qual o parlamentarismo aparecia como alternativa relevante.
Contato e perfis